Automóvel
A Ascensão do VW Tera: Um Novo Competidor no Mercado de SUVs Compactos
2025-07-09
O mercado brasileiro de veículos automotores está em constante evolução, e o segmento de SUVs compactos continua a ser um dos mais dinâmicos e competitivos. Este mês, a paisagem competitiva presenciou movimentos significativos, com destaque para a performance de modelos estabelecidos e a notável entrada de um novo participante que rapidamente conquistou seu espaço.

O Dinamismo do Mercado de SUVs Compactos: Novas Conquistas e Disputas Acirradas

Crescimento Contínuo e Liderança Consolidada no Segmento de SUVs Compactos

Em junho, o setor de utilitários esportivos compactos no Brasil registrou um volume expressivo de 56.485 unidades comercializadas, representando uma fatia significativa de 27,9% do total de 202.164 veículos licenciados no país. Esse desempenho traduz um aumento de mais de 12,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior (50.241 unidades), e um incremento de 4,4% em relação ao mês de maio (54.068 unidades), evidenciando a robustez e a expansão contínua deste segmento.

Domínio do T-Cross e a Reviravolta do Creta

No cenário competitivo, o Volkswagen T-Cross reafirmou sua hegemonia, acumulando quase 45 mil vendas no primeiro semestre do ano. Somente em junho, o modelo alcançou 8.629 unidades vendidas, um crescimento superior a 45% em relação ao ano anterior, consolidando uma vantagem de mais de 2.200 veículos sobre seu concorrente mais próximo. O Hyundai Creta, por sua vez, demonstrou uma recuperação notável, registrando 6.415 emplacamentos e superando o Honda HR-V (6.179 unidades), que havia mantido a segunda posição nos três meses anteriores, mas que também ultrapassou a marca de 6.000 unidades pelo segundo mês consecutivo.

Batalha por Posições Intermediárias: Tracker, Fastback e Nivus

A disputa pelas posições intermediárias do ranking foi igualmente intensa. O Chevrolet Tracker emergiu vitorioso na briga pelo quarto lugar, com 4.993 unidades, superando o Fiat Fastback por uma margem apertada de apenas 63 vendas (4.930 unidades). O Volkswagen Nivus também se manteve próximo, com 4.731 unidades comercializadas. Na sequência, o Fiat Pulse alcançou seu melhor resultado em 2025, com 3.823 vendas, enquanto o Jeep Renegade (3.411) e o Nissan Kicks (3.394) registraram quedas superiores a 24% em suas vendas, indicando um cenário de maior pressão para esses modelos.

A Surpreendente Entrada do VW Tera e Desempenho de Outros Concorrentes

O grande destaque do mês foi a estreia do Volkswagen Tera, que, em seu primeiro mês completo no mercado, surpreendeu ao ingressar no top 10 com 2.555 emplacamentos, sinalizando um forte potencial de crescimento. Em contraste, o Renault Kardian, apontado como um de seus principais rivais pela fabricante alemã, teve um desempenho mais modesto, registrando 1.240 unidades, o menor volume de vendas desde maio do ano anterior. O Caoa Chery Tiggo 5X, apesar de uma reação positiva no mês anterior com a redução de preços, ficou atrás do Peugeot 2008 (869 unidades), ambos com vendas aquém das expectativas. O relatório inclui ainda a observação de que o resultado do BYD Yuan abrange as versões Plus e Pro, oferecendo uma visão mais completa do mercado.

A Hyundai Prepara o Adeus: Câmbio Manual, Freio de Mão e Painel Analógico em Extinção
2025-07-09

A indústria automotiva global está em um ponto de inflexão, marcada por profundas transformações tecnológicas e mudanças nas preferências dos consumidores. Nesse cenário dinâmico, a Hyundai, uma das gigantes do setor, prevê o desaparecimento iminente de elementos que, por décadas, foram sinônimos da experiência de dirigir: o câmbio manual, o freio de mão convencional e os painéis de instrumentos analógicos. Essa transição reflete não apenas a evolução tecnológica, mas também uma adaptação estratégica às demandas contemporâneas do mercado e às rigorosas normas ambientais. Em meio a essa revolução, a montadora sul-coreana aposta firmemente em inovações que prometem remodelar o futuro da mobilidade, priorizando a eficiência, a digitalização e a eletrificação, elementos que já são percebidos como indispensáveis para o futuro.

Em uma entrevista recente à revista Car, um diretor do Centro Técnico da Hyundai na Europa abordou a complexidade de conciliar os custos de produção dos modernos sistemas de assistência ao motorista com a existência de dois tipos distintos de transmissão. As crescentes exigências regulatórias sobre emissões também contribuem para o declínio do câmbio manual. Contudo, o fator mais determinante para essa mudança é a diminuição da procura por esses itens clássicos. As empresas automobilísticas estariam mais inclinadas a superar esses desafios se houvesse uma demanda substancial por veículos equipados com três pedais, o que, infelizmente, não é o caso. A tendência de eliminação se acentua com o número cada vez menor de modelos de alto desempenho que ainda oferecem câmbios manuais e a ascensão dos carros elétricos.

Apesar de alguns entusiastas ainda valorizarem a experiência de dirigir um carro com transmissão manual, a realidade do mercado aponta para a extinção dessa opção. Nos Estados Unidos, por exemplo, a adesão ao sedã Elantra N com câmbio manual foi de apenas 30% no último ano, com a maioria dos compradores optando pela transmissão automatizada de oito velocidades e dupla embreagem. Além do câmbio, o executivo da Hyundai também enfatizou que os consumidores modernos não demonstram mais interesse em freios de mão mecânicos ou mostradores analógicos. Essa visão faz sentido para a maior parte dos motoristas mais jovens, enquanto os mais experientes ainda sentem falta da alavanca e dos ponteiros tradicionais. As exceções são cada vez mais raras, e a indústria se move em direção à padronização com freios de estacionamento eletrônicos, painéis de instrumentos digitais e transmissões automáticas, visando a redução de custos de desenvolvimento e produção.

Adicionalmente, o executivo expressou sua convicção de que não há motivos para lamentar o fim dos esportivos a combustão. Ele argumenta que muitos modelos antigos estavam "quilômetros de distância - uma decepção" em comparação com o desempenho atual de veículos como o Ioniq 5 N. Na sua perspectiva, os carros elétricos alcançaram em uma década o que os veículos a gasolina levaram um século para desenvolver. Ele também defende que os sons sintéticos de motor, gerados pelos alto-falantes, oferecem uma substituição satisfatória para o ronco dos motores a combustão.

As montadoras não veem mais justificativa financeira para investir no desenvolvimento de tecnologias que atendem a um nicho tão restrito de consumidores. Em uma era de digitalização e otimização de custos na indústria, o câmbio manual tornou-se uma relíquia, apreciada por poucos, mas sem a demanda necessária para assegurar sua permanência. Assim como a Ferrari sugeriu, para quem deseja um carro com câmbio manual, a solução é procurar um modelo usado. Essa nova realidade reflete a crescente prioridade pela automação, conveniência e inovação tecnológica, elementos que definem a direção futura do setor automotivo.

Ver más
Produção Automotiva Brasileira Impulsionada por Exportações, Mas Importações Preocupam
2025-07-09
O setor automotivo brasileiro apresenta um panorama de crescimento na produção impulsionado, em grande parte, pelo desempenho das exportações no primeiro semestre de 2025. Contudo, a entrada massiva de veículos importados, sobretudo os oriundos da China, gera alertas e discussões sobre o equilíbrio do mercado nacional, conforme dados recentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O Caminho do Crescimento: Exportações Sustentam a Indústria Nacional

Aumento na Fabricação e o Papel Fundamental do Comércio Exterior

No primeiro semestre de 2025, o Brasil alcançou a marca de aproximadamente 1.144.550 unidades de automóveis e veículos comerciais leves produzidos. Este volume representa um acréscimo de 8,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Embora o registro de novos veículos no mercado interno tenha demonstrado um avanço modesto de 5%, o expressivo crescimento de 58,5% nas exportações foi o principal motor desse desempenho positivo. A recuperação econômica da Argentina é apontada como fator-chave para o dinamismo das vendas externas, apesar de gerar preocupações sobre a excessiva dependência desse mercado vizinho, especialmente diante da queda nas importações de veículos brasileiros por outros países como o México.

O Desafio dos Veículos Estrangeiros e a Ascensão dos Modelos Asiáticos

O fluxo de veículos importados no mercado brasileiro continua sendo um ponto de atenção para a Anfavea, notadamente com a chegada em larga escala de modelos chineses. No período analisado, o emplacamento de carros importados aumentou 15,8%, enquanto os veículos produzidos nacionalmente tiveram um crescimento mais tímido de 2,7%. Os carros eletrificados da China, em particular, contribuíram significativamente para essa dinâmica, com um estoque de 111 mil unidades em junho, resultado de um movimento estratégico das montadoras chinesas antes do iminente aumento dos impostos de importação. Atualmente, a maior parcela dos veículos importados registrados no país provém da China.

Vendas Diretas, Varejo e o Impacto da Economia

A análise das modalidades de venda revela que as taxas de juros elevadas e o aumento da inadimplência impactaram negativamente as vendas no varejo, que recuaram 10% para os veículos nacionais. Em contraste, os importados registraram um aumento de 15% nesse mesmo segmento. Por outro lado, as vendas diretas apresentaram crescimento tanto para os modelos nacionais (16%) quanto para os importados (17%). As locadoras desempenharam um papel crucial nesse cenário, sendo responsáveis por 28% de todos os emplacamentos no Brasil, evidenciando a importância do segmento para a absorção da produção e importação de veículos.

Ver más